Lucas 6.27-31

Esta declaração de Jesus, cria uma área de confusão sobre a guerra, pois aparenta ser uma discrepância entre as palavras de Jesus e aprovação por Deus das batalhas no Antigo Testamento. Estes ensinamentos, que parecem ser diferentes, podem ser conciliados? Como pode o Deus que disse a Israel para destruir os cananeus ser o mesmo que disse: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam” (v. 27)?

Para esclarecer esta questão, é preciso distinguir entre as ordens emitidas para as nações e as instruções dadas aos indivíduos. O Senhor concedeu certas responsabilidades aos governos. Ele os chama de ministros de Deus para o bem e lhes confia vingar o mal (Rm 13.4). Mas, para os indivíduos, Ele diz: “Nunca tome sua própria vingança” (Rm 12.19).

Pessoas são mortas na guerra, mas isso não é o mesmo que assassinato. Para um soldado nos campos de batalha, as suas funções estão sob a autoridade de seu governo (Rm 13.1-2). Assassinato, por outro lado, é a resposta vingativa ou apelativa de um indivíduo motivado por raiva ou ciúme e instigado por um desejo de destruir seu semelhante.

Quando os governos vingam o mal, as pessoas inocentes são protegidos, mas quando as pessoas procuram a sua própria vingança, eles destroem a si mesmos e aos outros. Em Lucas, Jesus estava falando sobre conflitos pessoais, não guerras nacionais. Ele sabe que amar nossos inimigos é a única maneira de nos proteger de amargura.

Somos rápidos em travar lutas pessoais, ao invés de apoiar o estado à lutar contra o mal. Às vezes, a única maneira de um país ter paz é ir para a guerra, mas nós nunca experimentaremos a paz interior se lutarmos com pessoas por conflitos individuais.