E será que, quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der por herança, e a possuíres, e nela habitares, Então tomarás das primícias de todos os frutos do solo, que recolheres da terra, que te dá o Senhor teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que escolher o Senhor teu Deus, para ali fazer habitar o seu nome. Deuteronômio 26:1-2

“Três vezes SENHOR teu Deus”, talvez, como diz um professor: “Essa é a razão pela qual o mundo foi criado.” Este professor explica da seguinte forma: O maior bem que Deus poderia dar é o próprio Deus”. Em outras palavras, Deus criou o mundo como um ato de bondade. Ele queria dar algo maravilhoso para nós, e o maior prazer que qualquer ser humano pode experimentar é o prazer de ter um relacionamento com Deus.

No entanto, o comentário dos Sábios sobre os versos desta leitura sugere uma outra finalidade para a criação. A leitura traz o mandamento de trazer as primícias da colheita de Deus como uma oferta. Na época do Templo, os agricultores marcavam os frutos que surgiram pela primeira vez com uma corda vermelha. Então, quando estavam amadurecidos, eles levariam o fruto para Jerusalém com grande pompa e grandiosidade como uma oferta à Deus. Para este grande evento, dizem os sábios, o mundo foi criado.

Como devemos entender essa afirmação dada as outras razões propostas para a criação do mundo? Como podemos apreciar este mandamento e sua importância, já que não podemos cumprí-la hoje?

Deus não come frutas e Ele certamente não precisa de nada nosso. A propositura das primícias era uma prática espiritual que era profundamente simbólica. É caracterizado pelo relacionamento da pessoa com o seu Criador.

Um agricultor ara um campo e planta algumas sementes. Com o tempo, ele cultiva as plantas e cuida do campo. Finalmente, depois de muito trabalho e paciência, os frutos surgiriam. Depois de ter trabalhado tão duro em seu campo, o agricultor teria se exaltado pelos primeiros sinais de sucesso. Ele fez isso! Todo esse trabalho duro valeu a pena. Ele criou o fruto da terra.

No entanto, o perigo na realização da uma comemoração em produzir as primícias é esquecer que há apenas um verdadeiro Criador. Como a Escritura nos alerta, poderíamos dizer: “Meu poder e a força das minhas mãos produziram esta riqueza para mim” (Dt 8.17). Porém, enquanto nós desempenhamos um papel crucial, somente Deus é quem cria e fornece tudo. Deus nos deu o mandamento das primícias para que possamos reconhecê-Lo e ter um relacionamento pessoal com Ele – o propósito da criação. O verdadeiro teste de nossa relação não é quando estamos em necessidade; ao contrário, é quando estamos em situação de sucesso. É nos grandes momentos que devemos reconhecer a nossa dependência de Deus.

Hoje, podemos praticar esta profunda diretiva, reconhecendo Deus em tudo o que fazemos. Podemos dedicar um percentual de nossos ganhos à caridade e usar nossos talentos para os propósitos de Deus – não porque Ele precisa da nossa ajuda, mas porque precisamos Dele em nossas vidas.

O propósito da criação é o relacionamento do da criatura com o seu Criador.