“E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem.” Mateus 26:72

Negar – Do verbo grego arneomai. É exatamente traduzido por “negar”. Pedro se recusou a admitir que conhecia a Jesus. Este verbo pode significar também, “desistir, retrair, renunciar”. Durante o primeiro século, os seguidores de Cristo eram muitas vezes torturados a menos que eles se retraíssem ou renunciassem suas crenças.

A história de Pedro retrata a história de cada um de nós, quando confrontados pelo medo. Pedro veementemente negou a sua associação com Cristo. Ele foi tão apaixonado em sua negação como o foi em sua afirmação anterior (“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”). No caso da negação, ele faz um juramento para enfatizar sua posição. A culpa das três renúncias levou-o a desistir de sua vida. Ele foi tomado pela vergonha. Ele voltou a ser um pescador vergonhoso. O medo pela sua própria segurança o causou um trágico naufrágio emocional e nesse momento, ele desistiu do relacionamento mais importante de sua vida.

Conhecemos a vergonha de Pedro também. Houve momentos em nossa vida quando negamos para estar em ordem com nossa proteção. Queríamos ser verdadeiros, mas no medo mentimos. Queríamos ser puros, mas com medo escolhemos a impureza. E a cada uma destas vezes, chegávamos onde Pedro chegou: ao vale da vergonha. Apenas o Senhor ressurreto poderia restaurar Pedro. Só o Filho de Deus poderia nos recuperar. Tanto Pedro quanto nós precisavávamos mais do que perdão. Precisávamos ser restituídos à nossa integridade. Precisávamos que Deus removesse essa vergonha, substituindo o coração aviltado por uma identidade limpa.

A negação não é algo intencional. A negação é fruto do medo, do pânico. Surge quando começamos a pensar que estamos sozinhos neste mundo. Ele pula de dentro de nós, quando bruscamente precisamos nos proteger. E sai correndo tão rapidamente que, a menos que nossos corações e mentes estejam fixados sobre a realidade da vida em Deus, ele nos esmagará em uma fração de segundo, quando dizemos: “Não, eu não O conheço”. Se você já sentiu a emoção da moagem da vergonha, você sabe que o perdão apenas não é suficiente. Precisa que Jesus restaure o seu coração, além de sua mente. Precisa ser renovado. Louvado seja o Nosso Senhor, pois é exatamente isso que Ele faz.

Permita que suas negações do passado se tornem em gozo exuberante sob a afirmação de Paulo: “Eu não me envergonho”.