Introdução

Dons Espirituais

Dons Espirituais

O assunto sobre os dons espirituais nos faz dividir seu estudo em três partes: O Batismo no Espírito Santo; A Especificação de cada um dos Dons; A Unidade do Corpo de Cristo (Igreja).

Os dons espirituais são concedidos aos crentes mediante o batismo no Espírito Santo, por este motivo iremos estudar de início sobre este batismo. Este estudo completo visa esclarecer a visão pentecostal sobre os dons do Espírito, e suas funcionalidades, bem como sua contribuição para a obra de Cristo aqui na terra até a sua vinda, ou seja a sua segunda vinda.

Os pentecostais baseiam-se na Bíblia Sagrada como única fonte de regra e fé, mas também consideram a experiência produzida pela operação do Espírito Santo, obviamente abaixo da Bíblia.

Vejamos agora algumas características das verdades pentecostais:

  • Atuais – as verdades pentecostais são também para os nossos dias (At 2.39). Ainda hoje, todo aquele que pedir esse poder o receberá, desde que o peça com perseverança (Lc 11.9-13), obediência (At 5.32) e fé (Jo 7.37-39).
  • Experimentais – Na Igreja primitiva, o derramamento do poder ocorria de três formas: De repente (At 2.1-4); pela imposição de mãos (At 8.15-18), e pelo poder da Palavra (At 10.44-46; 9.17; 18.1).

Para muitos estudiosos, o batismo no Espírito Santo, e os dons espirituais, eram somente para a Igreja primitiva, mas um fato que ocorrido em 9 de abril de 1906, na cidade de Los Angeles, estado da Califórnia EUA, mostra que a promessa é para nós ainda hoje. Neste ocorrido, um pastor de nome Willian J. Seymour e mais sete irmãos de sua Igreja foram batizados no Espírito Santo, depois de uma busca incessante da promessa. A manifestação do poder de Deus foi tão grande, que onde eles estavam ficara muito pequeno, e a partir daí alugaram uma igreja abandonada na rua Azuza, sob nº 312, onde foi fundada a missão Evangélica da Fé Apostólica.

Nesta, os dons se manifestavam de maneira abundante. Tomando conhecimento deste avivamento, dois homens Daniel Berg, e Gunnar Vingren também buscaram este avivamento e receberam-no de forma gloriosa, então se conheceram e receberam a orientação de Deus para virem ao Brasil evangelizar, foi quando em 18/06/1911 chegaram ao Brasil, mais especificamente em Belém do Pará, onde fundaram as Assembléias de Deus.

Batismo no Espírito Santo

porque na verdade João batizou com água, mas vós sereis batizados com o espírito Santo, não muito depois destes dias” Atos 1.5

O batismo no Espírito Santo é uma das doutrinas principais das Escrituras, como vemos em At 1.4 – “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.” – O prometido dom do Pai (Jl 2.28-29; Mt 3.11) é o batismo no Espírito Santo (At 1.5). Este batismo “com” ou “no” Espírito Santo não pode ser confundido com o recebimento do Espírito Santo na ocasião da regeneração, pois veja que no mesmo dia em que Jesus ressuscitou, Ele assoprou sobre os seus discípulos e disse: “Recebeis o Espírito Santo” (Jo 20.22), depois Ele lhes disse que também deveriam ser revestidos de poder pelo Espírito Santo (Lc 24.49; cf. At 1.5,8), portanto são duas obras distintas do Espírito, muitas vezes separadas por um período de tempo, e que o batismo no Espírito Santo é uma experiência subseqüente à regeneração.

O que é o Batismo no Espírito Santo ?

Ao contrário do que muitos tem dito sobre este batismo, ele não significa:

Salvação: Os discípulos já eram salvos antes do Pentecostes (Lc 22.28; 10.20; Jo 13.10; 15.3), restava-lhes, porém, serem revestidos de poder.

Santificação: Embora o Espírito promova a santificação na vida do crente (Gl 5.16-18, 24-26), isso não tem nada a ver com o batismo no Espírito Santo, a pessoa pode ser santificada e cheia do fruto do Espírito (Gl 5.22), e mesmo assim não ser batizada no Espírito Santo.

Alegria: A salvação traz alegria no coração do ser humano (Rm 14.17), porém, sentir grande alegria, ou emoção, não significa que o crente haja sido batizado no Espírito Santo.

Mas o que seria então este batismo no Espírito Santo?

É uma promessa do Pai, desde o AT, onde falaram à respeito: Salomão (Pv 1.23), Isaías (Is 28.11), Joel (Jl 2.28-32), Zacarias (Zc 12.10).

É um revestimento de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24.49).

Como receber este batismo?

A única condição prévia para essa experiência é a conversão e única exigência é a fé, focalizando isso na oração, submissão e a atitude de expectativa, mas essas condições não são acréscimos à salvação. As condições que acabamos de mencionar são mais bem entendidas, não como exigências adicionais além da simples fé, mas como expressões dessa fé. Sobre a fé, a oração, a entrega e a expectativa, elas meramente produzem o contexto – atmosfera – em que o batismo no Espírito Santo é recebido.

Portanto, o batismo não está vinculado a mérito, pois é um dom de Deus (At 10.45), e nem a métodos, pois o Espírito opera como o vento; o importante mesmo é a posição do coração: “E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.”(Jr 29.13).

Se queres receber o batismo no Espírito Santo, que é para todos(At 2.38), aí vai a dica:

  1. Arrependa-se;
  2. Seja Obediente;
  3. Busque com perseverança.

O propósito do batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo tem algumas principais finalidades, assim como:

Capacitação para o serviço: capacita o crente a pregar (At 1.8) com autoridade celestial (At 4.13). Uma grande mudança operou-se na vida dos discípulos depois de eles terem recebido o poder do alto.

Tão logo foram batizados no Espírito Santo, colocaram-se de pé para proclamar o Evangelho de Cristo (At 2.2,14): “e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados… Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.”

Novo dimensionamento espiritual: o batismo proporciona aos crentes a visão dos perdidos e necessitados (At 16.9; 18.9-11); incentivo à conquista de outras bênçãos.

Aprofundamento da comunhão com Deus: (1 Co 14. 2,4,15,17).

Portanto, acreditamos firmemente que o propósito primário do batismo no Espírito Santo é o poder para o serviço: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”(Lc 24.49); “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8).

A igreja precisa do poder dinâmico do Espírito para evangelizar o mundo de modo eficaz e edificar o corpo de Cristo. Mas fica um alerta, portanto não seja o falar em línguas o propósito ulterior ou razão pela qual a experiência deve ser desejada, mas a necessidade do poder sobrenatural para testemunhar e servir.

Dons Espirituais

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” 1 Coríntios 12.1

Os dons espirituais não cessaram com a ultimação do Novo Testamento. Neste contexto dividimos os dons em: ordinários e os extraordinários, os ordinários são os de natureza comum, como por exemplo, o dom musical, aquele que tem facilidade no relacionamento com a música; e os extraordinários são aqueles citados em 1 Co 12.8-10 – (1) Palavra da Sabedoria; (2) Palavra do Conhecimento; (3) Fé; (4) Curas; (5) Operação de milagres; (6) Profecia; (7) Discernimento de espíritos; (8) Variedade de línguas; (9) interpretação de línguas, portanto sobrenaturais, concedidos por Deus através do Espírito Santo.

Teologicamente, definiremos dom partindo de sua origem que se encontra no grego charisma, que significa “donativo de caráter imaterial, dado de graça”, portanto, os dons são capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo com o propósito de edificar a Igreja.

Divisão dos dons

A maioria dos estudiosos classifica os dons de 1 Co 12.8-10 em três categorias:

  • Elocução – Profecia, Variedade de línguas, Interpretação de línguas;
  • Inspiração – Sabedoria, Ciência, Discernimento de espíritos;
  • Poder – Fé, Operação de maravilhas, Cura.

Trata-se de uma divisão conveniente e lógica, mas com base no emprego da palavra grega heteros (“outro de tipo diferente”) por duas vezes em 1 Co 12.6-8 podemos ver os dons divididos em três categorias assim:

  • Dons de Ensino (e Pregação) – Palavra de Sabedoria, Palavra de Conhecimento;
  • Dons do Ministério (à Igreja e ao Mundo) – Fé, Dons de Curar, Operação de maravilhas, Profecia, Discernimento de espíritos;
  • Dons de Adoração – variedade de línguas, Interpretação de línguas.

Independentemente, qualquer uma das divisões está correta.

Especificação dos dons

Veremos agora a especificação dos dons individualmente, não esquecendo que os dons são concedidos aos crentes (já batizados no Espírito Santo) através de súplicas, jejuns, orações e muita perseverança.

1) Dom da Palavra da Sabedoria (1 Co 12.8) – Manifestação sobrenatural da sabedoria de Deus. Não se trata do resultado de qualquer esforço humano em se conhecer a sabedoria divina (1 Co 2.4,6), nem tão pouco de nosso crescimento espiritual. É um dom de Deus. É uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22), não é comum para o dia a dia, pois não se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e sua Palavra, ou pela oração. (Tg 1.5-6).

Os que receberam este dom não significa que são mais sábios que os outros. Jesus prometeu aos seus discípulos: “boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem” (Lc 21.15). Esse dom vai além da sabedoria e preparo humano.

Mas é preciso salientar que a sabedoria se divide em três tipos:

a) Sabedoria humana – Lc 14.28-33; 1 Co 2.6
b) Sabedoria satânica – Tg 3.14-16
c) Sabedoria Divina – Tg 3.17; 1 Co 2.7

2) Dom da Palavra do Conhecimento (1 Co 12.8) – Capacidade sobrenatural que propicia uma visão além da esfera material. É a penetração na ciência de Deus (Ef 3.3). Mesmo que muitos confundam a sabedoria e o conhecimento (ciência), há uma diferença entre as duas: sabedoria – é o conhecimento em ação; ciência é o conhecimento em si.

Mas de acordo com a Bíblia, a sabedoria e a ciência devem andar juntas (Ef 1.17-19). Uma característica deste dom é que ele também é uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, porém, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias ou de verdades bíblicas, freqüentemente este dom está relacionado com o da profecia (At 5.1-10). Podemos identificá-lo no conhecimento que Pedro teve da mentira de Ananias e Safira, e na proclamação da sentença contra Elimas, feita por Paulo.

3) Dom da Fé (1 Co 12.9) – Na verdade existem três tipos distintos de fé:

Fé natural: Leva a pessoa a acreditar em qualquer coisa examinada à luz da razão (Tg 2.19; Jo 20.29);

Fé salvadora: É através dessa que passamos a crer no Senhor para nossa salvação, é definida como um dom de Deus (Ef 2.8). Há que se mencionar ainda, a fé como fruto do Espírito (Gl 5.22)

O dom da Fé (1 Co 12.9): Este é o dom dado pelo Espírito Santo que está incluído na lista dos nove citados por Paulo. É a capacidade, ou faculdade de se confiar em Deus de modo sobrenatural, manifesta-se apenas em ocasiões especiais, é concedido somente a algumas pessoas, visando à consecução de obras extraordinárias em tempos de crise, desafio e emergência (1 Co 12.29). Um exemplo típico é o de Elias contra os profetas de Baal (1Rs 18.33-35). É a fé que remove as montanhas, e esta opera em conjunto com outras manifestações do Espírito tais como as curas e os milagres (Mt 17.20).

4) Dons de Cura (1 Co 12.9) – É um assunto mais complexo, porém, mais emocionante de se tratar. Pra começar definiremos o que é cura divina: ela nada tem a ver com os esforços médicos, cuja utilidade é reconhecida pela Bíblia (Mt 9.12), é a atuação sobrenatural de Deus sobre o corpo humano, livrando-o de todo o tipo de enfermidade, pois é uma promessa divina (Is 53.4).

Mas se há cura, é porque há também as enfermidades, mas de onde elas vêm? Elas podem vir nos afligir de vários maneiras:

a) pela natureza pecaminosa do homem (Gn 3.14-19);
b) as doenças naturais (1Tm 5.23);
c) possessão demoníaca (Lc 13.11);
d) provação (Jó 2.7);
e) participação indigna na ceia (1 Co 11.29-30);
f) para manifestar a glória divina (Jo 9.1-7);
g) outras causas.

Mas a cura pode vir de várias formas como nos diz a Palavra de Deus:

a) em nome de Jesus (Jo 14.12);
b) pela imposição de mãos (At 19.11);
c) pela oração da fé (Tg 5.14-15).

Uma curiosidade à respeito dos dons de cura, é que é o único dom que está no plural “dons”, indicando curas de diferentes enfermidades. Esses dons não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo, todavia, eles podem orar pelos enfermos, havendo fé, os enfermos serão curados. Mas nunca devemos esquecer, a glória tem que ser dada exclusivamente à Deus.

5) Dom de operação de Maravilhas (1 Co 12.10) – É a capacitação sobrenatural que o Espírito Santo concede a Igreja de Cristo para que esta realize sinais, maravilhas e obras portentosas, incluindo algumas como:

a) ressurreição de mortos (Lc 7.11-17);
b) castigos (At 13.7-12);
c) intervenção nas forças da natureza (Ex 14.21); incluindo os atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra satanás e os espíritos malignos (Jo 6.2)

6) Dom de Profecia (1 Co 12.10) – Entre os dons espirituais, a Bíblia aponta o dom de profetizar como o mais importante dom do Espírito Santo (1 Co 14.1,39). Sua finalidade é edificar, exortar e consolar. O dom de Profecia é a habilidade sobrenatural de se transmitir a mensagem de Deus através da inspiração direta do Espírito Santo (2Pe 1.21). Infelizmente vemos hoje poucas manifestações desse dom. Mas ainda assim existem alguns profetas em nossas igrejas. Mas qual a finalidade desse dom? Quatro são suas principais finalidades:

a) Edificação (1 Co 3.4,12,17);
b) Exortação (At 11.23; 14.22);
c) Consolação (Dt 31.8);
d) Sinais para os incrédulos (1 Co 14.22-25).

É preciso saber distinguir a profecia mencionada por Paulo em 1 Co 12, com a manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na Igreja, mencionado em Ef 4.11. Um exemplo típico do dom espiritual da profecia encontra-se em At 15.32.

7) Dom de Discernimento de espíritos (1 Co 12.10) – Capacidade sobrenatural de se distinguir as várias fontes das manifestações espirituais. Vivemos em um mundo hoje onde existem imitações, enganos e falsificadores de todo o tipo (At 5.1-11). Através desse dom, podemos discernir tais farsantes, e ver se estes realmente procedem de Deus. É um dom de Deus, apropriado para uma ocasião específica, sem o qual a Igreja seria presa fácil de falsos mestres, ensinadores de heresias e de manifestações antibíblicas. Por ser mencionado imediatamente após a profecia, muitos estudiosos o entendem como um dom paralelo responsável por “julgar” as profecias (1 Co 14.29).

8) Dom de Variedade de Línguas (1 Co 12.10) – É um fenômeno através do qual o Espírito Santo conduz o crente a falar uma ou mais línguas, de forma miraculosa. Suas utilidades são de:

a) evidência do batismo no Espírito Santo (At 2.1-8);
b) como edificação individual (1 Co 14.4);
c) como mensagem profética se associada ao dom de interpretar (1 Co 14.13).

Através do dom de línguas o Espírito Santo toca em nosso espírito.

9) Dom de Interpretação de Línguas (1 Co 12.10) – Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem (At 14.6,13,26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou outra pessoa.

Um só corpo, muitos membros

“Ora, vós sois o corpo de Cristo e Seus membros em particular” 1 Coríntios 12.27

Os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1 Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6). Podemos ver isso através dos ministérios espirituais, e dons espirituais.

O objetivo da Igreja como o corpo de Cristo é executar as ordens da cabeça, o próprio Cristo (Ef 4.16). Paulo, desde o momento da sua conversão, na estrada de Damasco, notou que perseguir a Igreja era perseguir o próprio Jesus Cristo (At 9.4), por isso temos a sublime vocação e obrigação de dedicar as nossas vidas uns aos outros. “O mundo derruba e desfaz tudo. Os cristãos edificam”. Mas para fazermos assim, nós mesmos precisamos ser edificados primeiro. Falar em línguas edifica a nós pessoalmente (1 Co 14.4), mas se buscarmos somente a nosso edificação pessoal ficaremos espiritualmente como esponjas que absorvem a água sem passá-la adiante. Precisamos nos esforçar para edificar outras pessoas (Ef 4.29).

A edificação deve ser o alvo supremo da Igreja no uso dos dons. O povo de Deus deve apoiar-se mutuamente, perdoar e estender a mão uns aos outros. Devemos alegrar-nos com os que se alegram, chorar com os que choram (Rm 12.15). Na realidade os crentes pertencem uns aos outros. Efésios 4.16 demonstra o ponto culminante da empatia: “O Corpo se edifica em amor, à medida que cada ligamento de apoio recebe forças de Cristo a cumpre a sua tarefa”.

Todos nós temos personalidade, temperamento e ministérios diferentes, mas à medida que crescemos na fé e nos dons, devemos começar a dar valor aos irmãos, honrá-los e a crescer na comunhão com eles. Leia alguns versículos escritos por Paulo em 1 Coríntios 12:

“12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
27 Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.”

Em 1 Coríntios no capítulo 13, Paulo fala à respeito do amor, de que nada, inclusive os dons sem o amor não passariam de meras manifestações sem edificações:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.”

E também Davi escreve em um dos seus Salmos:

“Oh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” Sl 133.1

Que Deus lhes abençoe em nome de Jesus

Fonte: Teologia Sistemática. Horton, Stanley.