São informações/interpretações compartilhadas através de um grupo de amigos e amantes da Palavra de Deus sobre textos bíblicos

Túmulo de Jesus Vazio

Túmulo de Jesus Vazio

Nossa Bíblia e o próprio Mestre Jesus nos diz que Ele seria entregue para a morte no madeiro e após 3 dias ressuscitaria (Mateus 16.21; 17.23; 20.19; Marcos 8.31; 10.33-34; Lucas 9.22; 18.31-33). É crido que Jesus morre na tarde de sexta-feira (Mateus 27. 45-66; Marcos 15.33-47; Lucas 23.44-56; Joao 19. 28-30), e ao domingo pela manhã já havia ressuscitado (Mateus 28.1-8; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1-12; João 20. 1-18). Qual a contagem correta para esses 3 dias? Esta é uma das perguntas mais intrigantes da Bíblia e que exige uma das respostas mais difíceis para os teólogos.

Três dias e três noites na tumba?

Muitas pessoas questionam a exatidão da declaração: “Como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” (Mt 12.40).

Eles questionam “como Jesus poderia ter permanecido na tumba três dias e três noites se Ele foi crucificado na sexta-feira e ressuscitou no domingo”.

Os relatos da sua morte e ressurreição, como descritos nos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, indicam que Jesus foi crucificado e enterrado na sexta-feira, antes do pôr-do-sol, que é o começo do próximo dia para os judeus, e ressuscitou antes do amanhecer do primeiro dia da semana, que é o nosso domingo. Dessa forma, Jesus permanece na sepultura durante parte da sexta-feira, todo o sábado sagrado e parte do domingo. Em outras palavras, Ele ficou na tumba duas noites inteiras, um dia completo e parte de dois dias.

Como isso claramente não dá três dias completos, de 24 horas, temos um problema de conflito com a profecia de Jesus em Mateus 12.40? Jesus declarou, segundo os registros evangélicos, que “era necessário que o Filho do homem […] depois de três dias ressurgisse” (Mc 8.31) e “que fosse morto, e que ao terceiro dia ressuscitasse” (Mt 16.21) – expressões que podem ser consideradas permutáveis. Também Ele falou da sua ressurreição em João 2.19-22, afirmando que seria ressuscitado em três dias (não no quarto dia).

Mateus 27.63 dá peso a essa forma idiomática. Depois que os fariseus contaram a Pilatos a respeito da predição de Jesus (“depois de três dias ressurgirei”), eles pedem uma guarda para vigiar a tumba até o terceiro dia.

Se a frase, “depois de três dias”, não tivesse sido relacionada “ao terceiro dia”, os fariseus certamente teriam pedido a vigilância para o quarto dia.

A fórmula “um dia e uma noite”, que foi uma expressão idiomática usada pelos judeus para indicar um dia, mesmo quando se referia apenas a uma parte de um dia, também pode ser encontrada no Antigo Testamento. Por exemplo, 1 Sm 30.12,13 diz: “Pois havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água, o meu senhor me abandonou, porque adoeci há três dias”.

Da mesma maneira, Gênesis 42.17 mostra claramente esse uso idiomático. José aprisionou seus irmãos durante três dias; no versículo 18, ele fala com eles e os liberta, tudo no terceiro dia.

As frases “depois de três dias” e “no terceiro dia” não são contraditórias, quer seja entre si ou em Mateus 12.40, mas simplesmente idiomáticas, intercambiáveis, um modo comum de expressão judaica.

Outro modo de analisar “três dias e três noites” é levar em consideração o método judaico de calcular o tempo. Os escritores judeus registraram em seus comentários bíblicos o princípio que governa a contagem do tempo. Qualquer parte de um período era considerada um período completo. Qualquer parte de um dia era computado como um dia completo. O Talmude Babilônico (comentários judeus) afirma que “a parte de um dia é como o seu todo”.

O Talmude de Jerusalém (assim designado porque foi escrito em Jerusalém) afirma: “Nós temos um ensinamento, ‘um dia e uma noite é um Onah, e a parte de um Onah é como o seu todo'”. Um Onah significa simplesmente “um período de tempo”. Mesmo hoje, nós em geral usamos o mesmo princípio em relação ao tempo. Por exemplo, muitos casais desejam que seus filhos nasçam antes da meia-noite do dia 31 de dezembro. Se nascer às 23:59 hs., a criança será considerada pela Receita Federal como se houvesse vivido os 365 dias e 365 noites daquele ano. O que é legítimo, mesmo que haja decorrido 99,9 por cento do ano”

Fonte: Bill Wilson