Edir Macedo e Valdemiro Santiago

Edir Macedo e Valdemiro Santiago

Não existe nada pior para nós cristãos do que quando surge um escândalo em nosso meio. Mas a Bíblia diz que é necessário que eles venham, mas “ai” daqueles pela qual o escândalo vier. (Lucas 17:1).

Escândalo é tudo aquilo que serve de tropeço, na realidade vem de um termo grego que literalmente quer dizer “tropeço”.

É interessante notar que Jesus cita este versículo, logo depois de advertir os fariseus sobre o pecado do amor ao dinheiro (Lucas 16:14-31). (bem conveniente para falarmos do assunto atual)

Barclay diz que este versículo (Lc 17.1) fala sobre a condenação do homem que estimula os outros a pecar, servindo de obstáculo àqueles que estão no caminho de Jesus. Moody vai além e diz que refere-se àqueles que perturbam a sensibilidade moral, ou seja, “sujam” a moral, neste caso, do Evangelho. Francis Davidson acrescenta que falam dos que geram ocasiões de tropeço, dando causas para o pecado. Mas infelizmente, o mundo está cheio de pedras de tropeço e que ocasiões propícias para escândalos fazem parte da vida.

Recentemente temos visto uma guerra de gigantes (financeiramente falando) na disputa pelo poder midiático-pseudo-cristão. De um lado, um bispo e de outro, um apóstolo (se bem que não concordo com este termo, falaremos sobre isso em outro post). Essa disputa tem gerado um escândalo muito grande, não somente entre o povo de Deus, mas também para os que não fazem parte dos cristãos evangélicos.

Ambos (bispo e “apóstolo”) de dispõem de seus espaços na mídia para se digladiarem, e todos nós assistindo isso de camarote. Isso tem aberto uma grande brecha para os zombadores de plantão.

Um acusa o outro de roubo, de aquisições ilícitas de bens, e tudo mais. Isso tem sido feito descaradamente e ao vivo, para que todos vejam. Não estão nem aí para o Evangelho. Não defendo nem um e nem o outro, pois pra mim, é um sujo falando de um mal lavado.

Na minha visão particular, ambos tem culpa no cartório, mas não tenho o direito de julgar, pois creio que em ambas denominações (Universal do Reino de Deus e Mundial do Poder de Deus) existem milhares e milhares de fiéis em busca da salvação e da comunhão com Deus.

Por causa desta famigerada disputa, muitos de nós (cristãos evangélicos), sofremos com as mais grotescas zombarias. Os zombadores insistem em dizer que estes “pastores” (generalizando) são todos ladrões, mercenários, etc…

Se fôssemos utilizar desta mesma balança que os zombadores usam, podemos estão dizer que se um advogado é corrupto, então todos os advogados são. Se uma enfermeira é assassina, então todas as enfermeiras são. Se um padre é pedófilo, então todos os padres são. Nunca podemos fazer isso, pois existem pessoas de bem em todas as áreas da sociedade, como também pessoas más.

Estas zombarias vêm dos mais diversos setores de crença, seja católico romano, espírita, ateu, inclusive crentes. Mas o que me questiono é: um encardido tem o direito de falar de um sujo ou de um mal lavado? Seria como se um gambá dissesse para outro: “Cara, como você fede!”.

Estes zombadores na realidade estão encardidos pelo pecado, encardidos pelo orgulho, e querem disparar ofensas e palavras cínicas contra os que estão sofrendo com a situação, pensando que eles estão em condições para isso.

Eles devem saber que precisam se limpar, devem deixar o sangue de Jesus os lavar e purificar, porque não passam de zombadores-hipócritas.

Que fique bem claro: desaprovo totalmente esta vergonhosa briga entre o bispo e o “apóstolo”, mas que ninguém tem o direito de  se aproveitar da situação para denegrir a imagem e zombar generalizadamente, principalmente estando na situação de miséria espiritual, nadando com os porcos.

Concluindo, ressalto que, bispo e “apóstolo” pagarão pelos escândalos trazidos, mas que nenhum encardido tem o direito de falar do sujo e nem do mal lavado.

Que Deus nos livre da condição de escandalizadores e principalmente de zombadores hipócritas.