A maioria de nós gasta uma vida inteira tentando "subir" até Deus através das nossas experiências humanas. Olhamos para os nossos pais terrenos — com todas as suas virtudes e cicatrizes — e tentamos projetar essa imagem no céu, como se Deus fosse apenas um "pai biológico" em escala aumentada. Porém, a teologia prática nos convida a uma ruptura: a paternidade de Deus não é uma metáfora sobre a nossa biologia; a nossa biologia é que é uma metáfora sobre a Sua ontologia. O transbordamento da glória pré-mundana O texto de Gênesis 1.1 afirma que "No princípio, criou Deus..." . Se lermos este verso em harmonia com João 17.5, onde Jesus menciona a glória que tinha com o Pai "antes que o mundo existisse" , percebemos que a criação não foi o evento que conferiu a Deus o título de Pai. Deus não se tornou Pai porque criou o homem; Ele criou o homem porque já era Pai. A paternidade é a estrutura da realidade divina muito antes de haver um universo para ser g...
Muitos de nós já fomos influenciados por uma cultura que valoriza o naturalismo secular e levados a enxergar a Bíblia como apenas mais um livro antigo, um registro histórico interessante, talvez, mas, em última análise, "cheio de mitos e enganos". Essa abordagem, que trata as Escrituras como um objeto de estudo a ser dissecado com a frieza de um cientista, é a raiz de uma profunda frustração e de uma crise de identidade espiritual que assola incontáveis corações. Tentar construir uma fé sólida sobre essa base é como tentar montar um complicado quebra-cabeça sem ter a imagem da caixa para se guiar. Peças soltas, narrativas desconexas e mandamentos que parecem arbitrários flutuam em um vácuo de sentido, gerando mais perguntas do que respostas e mais dúvida do que paz. O resultado é uma fé fragmentada , incapaz de oferecer um alicerce seguro em um mundo que já é, por si só, instável e confuso. Mas há um alento. Existe uma maneira de se relacionar com as Escrituras que a resgata ...