Olhos juízes, porém hipócritas

Todo julgamento precisa de um padrão, ao que Pedro nos esclarece sobre o assunto lá em 1 Pedro 1.15-16: “Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”. Como nunca chegaremos à alcançar a plenitude da santidade divina, corremos o risco de criarmos os nossos próprios padrões, e de acordo com eles passarmos a julgar a todos. Quando o Senhor disse “Não julgueis”, tratava ele mais dos motivos do que das ações.

Sem comunhão, sem frutos

O conceito de comunhão, em seu sentido tradicional, possui originalmente uma conotação cristã. Seus precursores, porém, podem ser vistos na vida familiar, tribal e religiosa de Israel. J. Parcker diz que a palavra grega traduzida por “comunhão” traz uma ideia de compartilhar ou de ter algo em comum com alguém, ou seja, assume uma forma dupla: ou por darmos uma parcela do que possuímos a alguém ou receber de alguém uma parcela do que ele possui.