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O nascimento dos filhos de José: Manassés e Efraim

Foco Hermenêutico: Gênesis 41.51-52

Lancei uma proposta em meu instagram, @pr.daniel.coach, onde as pessoas que me seguem e visualizam meus stories, podem pedir a interpretação de algum texto de algum livro da Bíblia que desejam ver interpretado.

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Neste primeiro episódio, um dos textos que nos foi solicitado, é o de Gênesis 41.51-52, que narra o nascimento dos filhos de José, Manassés e Efraim.

Vamos à interpretação do texto, pois grande é o desafio!

Se há um capítulo em Gênesis que revela a soberania do Eterno, é o capítulo 41. Nele encontramos a dramática ascensão de José ao poder no Egito. José já estava há dois anos na prisão, até que Deus dá dois sonho à Faraó.

Neste momento, quando ninguém pôde interpretar os sonhos de Faraó, Deus faz com que José fosse lembrado na memória do copeiro. O Senhor então toca no coração de Faraó para trazer José da prisão.

José então demonstra sua grandeza através de três gestos:

  • Se barbeou para o encontro com Faraó, pois não era costume dos Egípcios o uso da barba;
  • Com sabedoria divina (dependente do Senhor), interpreta os sonhos de Faraó;
  • Com sabedoria humana, aconselha o rei do Egito sobre o que fazer para crescer durante a crise;

Deus então, em sua soberania, toca no coração de Faraó e o rei exalta José ao poder sobre todo o Egito. Os irmãos de José lhes tiraram a túnica, Deus usou um rei mundano para dar a José roupas mais finas e melhores do que a túnica rasgada.

É a partir daí que o texto em que estamos analisando está inserido. Toda interpretação precisa levar em conta contexto indireto e contexto direto. O que acabamos de fazer, foi trazer em que contexto indireto está o texto analisado.

Analisando o texto e seu contexto direto

Aplicando um zoom sobre o texto de Gênesis 41.51-52, temos como contexto direto, como demonstra a imagem abaixo:

Gênesis 41.50-53

E note um detalhe importante, em que o texto está inserido, que são suas duas fronteiras: “antes que chegasse o ano da fome” e “então se acabaram os sete anos de fartura“. Olhando para as fronteiras, conseguimos já extrair alguns pontos de interpretação, onde os filhos de José nasceram:

  • ainda no tempo de prosperidade;
  • como um marco na história do Egito;
  • como um marco na trajetória de José;

No final de um ciclo, que neste caso era de grande fartura, e antes que um novo ciclo se iniciasse, Deus permite que algo aconteça na vida de José: o nascimento dos seus filhos.

O primogênito ( בְּכוֹר – bekôr ), chamado de Manassés (מְנַשֶּׁה – menashsheh), ou seja, “aquele que faz esquecer“. O texto sagrado explica o motivo da escolha do nome: “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai“.

E o segundo filho, chamado Efraim (אֶפְרַיִם – ‘ephrayim), ou seja, “dupla pilha de cinzas (pó vulcânico)“. O texto sagrado explica o motivo da escolha do nome : “Deus me fez crescer na terra da minha aflição.

Nomes hebraicos, em terra egípcia

Sendo assim, os nomes de ambos os filhos de José, louvam a Deus por sua vida. É o fim do velho, potencialização para o novo. Traz mensagens profundas aos nossos corações.

Ao escolher o nome do primogênito, Manassés (note que José não lhes deu nomes egípcios, mas sim hebraicos, demonstrando que não perdeu sua raiz), José está louvando a Deus por fazê-lo esquecer dos sofrimentos, tanto os da casa do seu pai quanto no próprio Egito.

E ao escolher o nome do segundo filho, Efraim, José está com vistas no futuro, em uma abundante posteridade, tendo como base de confiança, a presente providência divina sobre a sua vida.

Concluindo a exegese

Portanto, depois de analisar o contexto indireto, contexto direto e o próprio texto em questão, concluímos algumas aplicações para a vida.

Primeiro que Deus, conhecedor de todas as coisas, sabendo que um novo ciclo na vida de José chegaria, e o desafio era grande, deu-lhe dois presentes (que o dinheiro não compra e que o tempo não apaga, seus filhos):

apagar os sinais dolorosos do passado e pavimentar uma trajetória de prosperidade do futuro.

Segundo que Deus, onisciente e onipotente, cria uma transição suave, prazerosa e segura para a vida de José, dando-lhe dois filhos e assim mudando o foco de sua vida.

Sendo assim, o mesmo Senhor que esteve na vida de José, está ativamente atuante em nossa vida. E conhecedor desta verdade posso lhe garantir duas certezas:

Primeiro de tudo é que antes de Deus mudar a trajetória da tua vida, vai lhe ajudar a apagar as dores do passado e possibilitar um futuro próspero para você e sua casa;

Segundo é que antes que o tempo de bonança termine e o tempo das “vacas magras” chegue, Deus lhe dará uma nova razão de existir, algo que o dinheiro não compre e o tempo não apaga;

E que o Senhor lhe abençoe ricamente, em o nome de Jesus!


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