em Teológico

Série Anjos – Atribuições Angelicais

Se fôssemos resumir o papel dos anjos, poderíamos afirmar, conforme diz Norman Geisler que “como todas as criaturas racionais de Deus, os anjos foram criados para a glória dEle” (cp. Cl 1.16). Afinal de contas eles cantam (Jó 38.7; Ap 4.11) e louvam a Deus (Sl 148.2). Eles podem executar esta tarefa primária glorificando a Deus, servindo a Deus, e ministrando aos eleitos de Deus.

Se fôssemos detalhar um pouco mais o papel dos anjos, poderíamos fazê-lo dentro de um escopo de atuação dos mesmos, ou seja, onde operam, vejamos:

  1. Operaram na vida de Cristo;
  2. Operam na vida dos crentes;
  3. Operam na vida dos incrédulos.

Mesmo assim continua sendo uma visão geral, que se resume em dizer que são agentes de Deus (At 12.23), mensageiros de Deus (Mt 1.20-21) e servos de Deus (Hb 1.14).

No entanto, queremos aqui demostrar através dos seus empreendimentos no culto divino, na execução da vontade divina ou na ministração aos herdeiros da salvação, suas tarefas de forma detalhada e categorizada.

Sabemos que em geral, o trabalho dos anjos é executar a vontade universal de Deus no céu e na terra, e este serviço apresenta-se numa ampla distribuição de tarefas, que iremos categorizar conforme itens abaixo:

  • Anunciar e preanunciar: Os anjos anunciaram com antecedência os nascimentos de alguns servos especiais de Deus (Gn 18.9ss; Jz 13.2-24; Lc 1.13,30; Lc 2.-8-15). Os anjos não somente anunciam eventos de bênção, mas também predizem aos justos perigos iminentes ou desastres ameaçadores (Gn 18.16-19.29; Mt 2.13Dn 8.19; Ap 1-22);
  • Guiar e instruir: Sempre e em todos os estágios da peregrinação nômade dos patriarcas, a descida para o Egito e a jornada pelo deserto até a Terra Prometida, parecia sempre haver um anjo por perto, visível ou invisível, veja quando Moisés liderou os israelitas para fora do Egito (Êx 14.19). Direção e instrução eram funções análogas, muitas vezes combinadas na mesma missão angelical. A instrução mais abrangente do AT foi a lei recebida por Moisés de um anjo no Monte Sinai, pois Paulo afirmou que a lei foi promulgada por meio de anjos (Gl 3.19). Um anjo apareceu ao centurião Cornélio (At 10.3-5). Um notável exemplo ocorreu durante a tempestade no mar, quando um anjo apareceu ao apóstolo e lhe assegurou que todos à bordo estariam em segurança (At 27.23ss);
  • Guardar e defender: A crença em anjo da guarda é antiga e tem base bíblica (Sl 34.7). Um anjo, representado na nuvem e no fogo, defendeu Israel dos egípcios durante o Êxodo (Êx 14.19ss). Quando os moabitas e midianitas se aliançaram para lançar uma maldição de destruição sobre Israel, o plano foi abortado por um anjo que fez Balaão rever suas profecias e reescrever seu sermão (Nm 22). O exército celestial estava pronto para defender Eliseu e seu servo (2Rs 6.17). Um anjo guardou a vida de Daniel e dos três jovens hebreus contra a sentença de morte , pronunciada pelos governantes da Babilônia (Dn 3.28; 6.22). Na guarda do povo de Deus, às vezes, os anjos se engajavam em ações militantes contra seus inimigos (Êx 12.23,29). O comentário mais esclarecedor e confortador sobre a guarda dos anjos foi feito pelo próprio Jesus (Mt 26.53);
  • Ministrar aos necessitados: Todo serviço angélico prestado ao homem é ministrado para as suas necessidades, de alguma forma. Esta ministração não se restringia somente aos homens de honra e posição, Hagar e seu filho foram alvos deste serviço (Gn 21.17ss). Quando Elias, sentindo exaustão, medo e solidão, pegou no sono sobre um zimbro no deserto, um ser celestial ministrou suas necessidades (1Rs 19.5-7). Depois que Jesus passou quarenta dias no deserto, ameaçado por animais selvagens, enfraquecido pelo jejum e ameaçado pelo diabo, os anjos o serviram (Mc 1.13);
  • Assistir no julgamento: Os anjos auxiliam no julgamento divino (At 12.23). Alguns dos melhores exemplos dos anjos auxiliando o Todo-Poderoso em seus julgamentos são mostrados nas visões de João em Patmos. Jesus disse a Natanael que aquilo que Jacó viu numa visão, ele veria na realidade no seu ministério (Jo 1.51); posteriormente Jesus declarou à sua audiência: “Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos.” (Lc 9.26).

Tendo esta visão das tarefas dos anjos em categorias, podemos entender melhor sobre estes ministradores de Deus, e podemos afirmar sem dúvida nenhuma que a função principal dos anjos na era vindoura, será louvar a Deus continuamente (Ap 19.1-3).

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